12/05/2010

[Música/Cinema] People Are Strange.

Jim Morrison, acima de tudo, era um poeta influenciado por autores como Aldous Huxley e Arthur Rimbaud. O nome The Doors, segundo a própria banda, vem do livro "O matrimônio do céu e do inferno", de William Blake.
A discografia do The Doors não é tão vasta, mas os seis álbuns venderam mais nas ultimas duas décadas do que quando foram lançados. Alguns, considerados obras primas do rock.
Jim Morrison morreu em Paris no dia 3 de julho de 1971. Os três remanescentes tentaram continuar com a banda, mas sem Jim ela não era mais a mesma.
A história de The Doors vai ser retratada no mais real filme já feito sobre a banda. O documentário "When You're Strange" narra a história de Jim Morrison e dos outros integrantes Ray Manzarek (teclados), Robbie Krieger (guitarra) e John Densmore (bateria). Dirigido e escrito por Tom DiCillo, tem uma narração mais que especial, o ator Johnny Depp.
O longa traz trechos de shows e depoimentos de Morrison e dos outros integrantes por meio de imagens de arquivo. A estréia do filme aconteceu nessa segunda-feira, dia 9 de abril no exterior. A nós, brasileiros, resta apenas que alguma distribuidora traga esse documentário tão importante para a história do rock'n'roll ao nosso país, e esperamos que seja breve.

Abaixo confira o trailer do longa:

Para maiores informações acesse o site oficial.
Créditos: Almanaque do Rock - Kid Vinil e Folha Online.

Por: Thainá

09/05/2010

[Música] Chico Science, a Ciência do Caranguejo.

O C&O vai falar de um importante movimento cultural da música brasileira e seu criador, o Mangue Beat de Chico Science.
Recife é um berço de estilos culturais e musicais únicos, o Mangue Beat é mais um dessa rica cultura musical nordestina.
Abaixo um texto adaptado de Luís Antônio Giron sobre o mito Chico Science.
"Há 20 anos Chico Science fundava, no Recife, aquele que viria a se tornar o derradeiro movimento de renovação cultural da música brasileira do século 20: o Mangue Beat.
Tratava-se de uma fusão de gêneros folclóricos do estado de Pernambuco, em especial o coco e o maracatu, com os vocais e a incontinência verbal do punk rock brasileiro e algumas pinceladas de música eletrônica. Vocais agressivos gritavam palavras de ordem e fragmentos de Teoria do Caos, apoiados por forte percussão brasileira.
O que sobra desse estilo no século 21? Muito pouco, como todo empenho renovador ocorrido no Brasil, o Mangue Beat foi engolido pela globalização tecnológica dos dias atuais.
O mito Chico Science foi morto aos 33 anos em um acidente de carro no dia 2 de fevereiro de 1997. Morreu perto do carnaval que ajudou a restaurar, no local que se criou e buscou inspiração, na periferia limítrofe de Olinda e Recife.
O legado do Mangue Beat é tão inaudível quanto importante. Os roucos vocais de Science alertam para o fim da identidade, mas mal podemos escutá-los. Os gritos do artista foram abafados pelo ruído tecnológico de um mundo interligado pela internet, que ele próprio anunciou com euforia. Sua memória foi celebrada no inicio desse ano com uma exposição no Itaú Cultural de São Paulo. São canções dos dois únicos discos que ele e sua banda, Nação Zumbi, gravaram juntos, fotografias, videoclipes, rascunhos e manifestos.
Chico agregava gente em torno de suas ideias, porque exercia uma liderança natural sobre os outros. Sua mente fervilhava de referências: HQ, rock, maracatu, cibernética, black music.
Ao criar o grupo Chico Science & Nação Zumbi, logo causou impacto, pela diferença. Era uma mistura rítmica cuja as fontes não se revelavam facilmente à primeira audição.
As ideias de Chico deram origem ao primeiro manifesto "Manguebit" intitulado Caranguejos com Cérebro, por Fred Montenegro, o Fred 04. Porém, Chico morreu cedo demais, a Ciência do Caranguejo não vingou, apenas foi anunciada".
Veja mais sobre Chico Science no site especial aqui
Abaixo você pode ver uma apresentação de Chico Science & Nação Zumbi com Gilberto Gil:
Aqui um trecho do especial Chico Science & Nação Zumbi na TV Cultura:

Por: Mariah

06/05/2010

[Cinema] O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus

Terry Gilliam tem seu mais novo filme estreando nos cinemas brasileiros dia 07 de maio. O ex-membro da trupe britânica Monty Python e diretor de outros consagrados filmes como Brazil, Os Doze Macacos e Medo e Delírio em Las Vegas, chega com O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus, que não podia ser diferente de qualquer outro grande filme do cineasta, é genial.
Porém, Gilliam tem uma longa história de projetos que não são terminados por, simplesmente, puro azar. O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus tinha cerca de 40/50% do filme feito, mas um sério imprevisto quase põe tudo a perder. No dia 22 de janeiro de 2008, o principal ator Heath Ledger morreu. O desafio a partir dai foi encontrar forças para terminar o filme sem um personagem tão importante para a trama. Então que surgem os amigos Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrel. O atores aceitaram terminar o papel por Heath e incentivaram Gilliam a terminar o filme, que além disso, é praticamente uma homenagem ao ator.
O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus, como bem disse o diretor, é um filme impressionante visualmente. Cheio de maluquices surrealistas, o que é quase um especialidade de Terry Gilliam.
No filme, Heath Ledger é Tony, um sujeito que entra para a trupe do Dr. Parnassus (Christopher Plummer) e acaba abalando o coração de Valentina (Lily Cole) filha do velho, para o terror do apaixonado Anton (Andrew Garfield). O que ninguém sabia é que o velho bêbado Dr. Parnassus tinha feito um pacto com um diabo chamado Nick (Tom Waits) prometendo a filha quando ela completasse 16 anos.
Próximo ao décimo sexto aniversário da filha, Dr. Parnassus tenta um último trunfo contra Nick, promete-lhe cinco almas humanas em troca de Valentina. É aí que entra Tony e sua lábia, ele ajuda o velho desesperado a recolher as almas e é nessas tentativas que ele acaba descobrindo o Mundo Imaginário do Dr. Parnassus, passando por diversas transformações (Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrel). Porém, Tony será mesmo confiável?
Terry Gilliam conseguiu um filme realmente mágico, tem até um número musical digno de Monty Python, e há críticas bem interessantes.
Vale a pena conferir. É o último filme do ator Heath Ledger e além disso tem um incrível elenco, começando por Christopher Plummer e Tom Waits, além de Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrel. Amanhã, quando forem ao cinema não deixem de ver filme e, meninas, não esqueçam de respirar.
Se eu sou suspeita pra falar de um filme de Tim Burton, imagina um de Terry Gilliam. Acho que o cineasta não é capaz de fazer algum filme que passe longe de ser bom.
Abaixo o trailer legendado:

Por: Mariah

04/05/2010

[Cinema] Tudo Pode dar Certo

O novo filme de Woody Allen, Tudo Pode dar Certo, estreou sexta-feira passada nos cinemas, e trás Larry David como o rabugento Boris.
Boris Yellnikoff (Larry David) é um velho rabugento que tem o hábito de insultar seus alunos de xadrez. Ex-professor da Universidade de Columbia, ele considera ser o único capaz de compreender a insignificância das aspirações humanas e o caos do universo. Um dia, prestes a entrar em seu apartamento, Boris é abordado por Melodie St. Ann Celestine (Evan Rachel Wood), uma garota do interior que fugiu de casa e que lhe implora para entrar.
Percebendo sua fragilidade, Boris permite que ela fique no apartamento por alguns dias. Ela se instala, e com o passar do tempo, não aparenta ter planos de deixar o local. Com o tempo, os dois acabam se entendendo, e Melodie se apaixona por Boris.
Os dois casam e vivem felizes. Um dia a mãe da garota aparece, do nada, uma cristã interiorana que acaba ampliando a sua visão sobre a cidade e si mesma. Igualmente, o pai de Melodie, também chega da New York em busca de felicidade.
O novo longa de Allen é uma análise bem-humorada do ser humano, Boris o velho de QI elevado e rabugento. Melodie é tudo o que ele odeia no ser humano, sonhadora e burra. A comédia inteligente é o estilo que consagrou o diretor.
Pra quem é fã de Woody Allen, não dá pra deixar de ver. Abaixo o trailer do filme:

Por: Mariah

01/05/2010

[Moda/Leitura] Fashion

Eis-me, o remendo deste tecido mui fino de lantejoulas que é C&O.
Este post foi sugerido pelo acaso de uma leitura que fazia do livro ESPELHOS – UMA HISTÓRIA QUASE UNIVERSAL do escritor uruguaio Eduardo Galeano (Editora L&PM, 2008).
Eu quero encomodar sim algumas pessoas com esse texto. Quero encomodar todas aqueles que, como eu, em suas vidas medíocres, acima de tudo, sabem da sua própria precariedade.
A esses, e somente a esses, que são capazes de auto-crítica e que ainda acreditam que nada vale mais que a gente que há no mundo.
Fashion
A venda de escravos despejou uma chuva de produtos importados.
Embora a Africa produzisse ferros e aços de boa qualidade, as espadas européias eram cobiçados objetos de ostentação para os monarcas e cortesãos dos muitos reinos e reininhos que vendiam negros para as empresas brancas.
A mesma coisa acontecia com os tecidos africanos, feitos de fibras diversas, do algodão à cortiça das árvores. No começo do século XVI, o navegante português Duarte Pacheco havia comprovado que os vestidos do Congo, feitos de fibra de palmeiras, eram suaves como o veludo e tão bonitos que não os há melhores na Itália. Mas as roupas importadas, que custavam o dobro, davam prestígio. O preço ditava o valor. Custa tanto, tanto vale. Baratos e abundantes eram os escravos, e por isso mesmo não valiam nada. Quando mais cara e mais rara era alguma coisa, mais valor tinha, e quando menos se necessitava, melhor: a fascinação por tudo o que vinha de fora dava preferência às novidades inúteis, modas mutantes, hoje isto, amanhã aquilo, depois de amanhã quem sabe.
Esses brilhos fugazes, símbolos de poder, diferenciavam os mandões dos mandados.
Tal como agora.


Por: Jana

28/04/2010

[Moda] Guy Bourdin, moda surrealista

Nascido Guy Louis Banarès, em 2 de Dezembro de 1928, na rua Popincourt em Paris. Foi abandonado pela mãe no ano seguinte e adotado por Désiré Maurice Bourdin, tornando-se apenas Guy Bourdin, um dos mais conhecidos fotógrafos de moda e publicidade da segunda metade do século XX.


Cresceu em uma época de intenso anseio cultural, provocada pela incerteza e perturbações da ocupação francesa e o sequente desafio para a racionalidade humana, tipificado por filosofias de existencialismo.

Foi servindo na Força Aérea Francesa que recebeu sua primeira formação em fotografia e fez sua primeira exposição de desenhos e pinturas em 1950. Em 1952, fez sua primeira exposição fotográfica.


Guy Bourdin foi um inovado criador de imagens que teve uma influência de profundo impacto na moda. Seus editoriais de moda e publicidade foram publicados na Vogue francesa, principalmente na década de 1950 até o final de 1980, mas foi em 1970 que ele se destacou.

Sua inspirarão inicial foi o surrealismo, especificamente o trabalho de Man Ray (fotografo e pintor dada) que foi um como um mestre pra ele, cuja visão surrealista tinha reconfigurado noções do que a fotografia poderia ser.


A arte de Bourdin, feita sem a câmera, foi apreciada com um modesto sucesso em exposições na França e em Nova Iorque, mas foi com a câmera fotográfica que chegou a Vogue, em 1954.

Na Vogue francesa, o fotógrafo exigiu, e lhe foi permitido, o controle editorial completo, isso se estendeu também ao seu principal cliente publicitário, a empresa de calçados Charles Jourdan.


As fotografias de Guy Bourdin e de contemporâneos como Helmut Newton, provam que a publicidade não precisa ser a elaboração de uma fantasia. Bourdin enfatizou o fetichismo, as relações de poder, o potencial para violência sexual, bem como a artificialidade da imagem. O seu brilho ao ínves da sua realidade.


O sucesso de Bourdin está em expor a artificialidade das imagens de moda, tornando-se um mainstream das revistas de circulação em massa. Preservou sua imagem e recusou-se a explicar sua arte de forma clara e nítida. Isso reside de sua capacidade de intrigar e perturbar.


Você pode conferir o trabalho de fotógrafo no livro Exhibit A, de seu filho Samuel Bourdin. Trabalhando com o diretor criativo Fernando Delgado, Samuel conseguiu reunir um panorama das melhores imagens do legado de seu pai. Acompanhadas de um prefácio do crítico Luc Sante e um ensaio biográfico de Michel Guerrin, crítico fotográfico de Le Monde.

Pra quem gosta de moda, o trabalho de Guy Bourdin é uma forma de aprecia-la também como uma arte.



Créditos: Show Studio

Por: Mariah

26/04/2010

[Especial] Monange Dream Fashion Tour

Olá queridos leitores do C&O!

Hoje vou falar pra vocês como foi o evento da Monange que eu fui esse Sábado que passou lá na Fundição Progresso no coração do Rio de Janeiro, Lapa.
Então, o evento que antes seria aberto ao publico ficou restrito apenas para convidados e eu estive lá conferindo e vou contar pra vocês como foi. :)
Contou com a abertura glamurosa da nossa querida Rainha dos Baixinhos. Sim, a Xuxa. (ALOK) E eu que era tão fã dela quando era pequena confesso que me senti 20 anos mais nova quando a vi entrar no palco. O sorriso dela é realmente lindo e gente, ela é toda 'interona', viu?! HAHA
Xuxa (que é garotaBARRAsenhora propaganda do Monange) fez uma pequena apresentação de dança com seus bailarinos com uma versão funkada de 'I gotta feeling' do Black Eyed Peas e desfilou com um modelito bem zeguizy. Eu gostei! :D
Depois vieram ao palco os caras do Jota Quest que fizeram o show durante todo o desfile das tops.
Ah, antes da primeira entrada das modelos o Ronaldo (fenomeno) entrou no palco pra ser vaiado pelo batalhão de Flamenguistas que estavam lá e saiu sorrindo. Claro! Queria eu ser vaiada pra dar as caras num evento e sair ganhando o que ele ganha. Digno!
Vou confessar 2 que o show do Jota Quest foi agradável e pra quem não é fã e cantou TODAS as musicas tá ok, né? haha
TAN TAN TAN...
Primeira entrada das modelos mais lindas do Brasil e tops das tops internacionais. *-*
GOD! Ana Claudia Michels, Izabel Goulart, Raica, Daniela Sarayba, Izabeli Fontana, Carol Trentini, Renata Kuerten, Fernanda Tavares...
Todas lindas e absolutas dando um show de beleza e atitude na passarela. Amei horrores!
Olha aqui no vídeo da House of Models (Queridos que eu amo e acompanho sempre) fizeram pra gente:
Apesar de que o lugar que eu tava estava super cheio e tumultuado mas deu tudo certo no final e ainda ganhei uns mimos da Monange e Risqué.
Eu e minhas amigas Camila e Julia. Duas queridas. E ah, elas são estudantes de Moda aqui no Rio. Super indico as duas. :DD
Bom, é isso gente! Espero que tenham gostado do post.
E ah, eu tenho que pedir uma coisa pra vocês aqui... Assim, todas as meninas da equipe tem um gosto danado de postar coisas sempre aqui pra vocês, sabe? E é legal a gente ver que o que a galera tá achando do Blog e tal... Mas pra isso a gente PRECISA da participação de vocês aqui. Se vocês não comentarem não temos motivo pra continuar postando, entendem? Então comentem!
Falem o que gostaram, o que não gostaram, o que vocês gostariam que a gente falasse... Enfim, FALEM! Sem vocês o blog não existe!

Beijos a todos e até a próxima!

Lid. ;)