09/03/2011

[Especial] Ao dia das mulheres.

Olá, gente. Como dia 08 foi o tão comemorado dias das mulheres, não poderia deixar o Chique passar sem essa lembrança, né? Trago um texto feito pela blogueira Marjorie Rodrigues, quem quiser acessar o blog dela clique aqui.
As images são de grandes mulheres.
Boa leitura.

Dia 8 de março seria um dia como qualquer outro, não fosse pela rosa e os parabéns. Toda mulher sabe como é. Ao chegar ao trabalho e dar bom dia aos colegas, algum deles vai soltar: “parabéns”.
Por alguns segundos, a gente tenta entender por que raios estamos recebendo parabéns se não é nosso aniversário (exceção, claro, à minoria que, de fato, faz aniversário neste dia). Depois de ficar com cara de bestas, num estalo a gente se lembra da data, dá um sorriso amarelo e responde “obrigada”, pensando: “mas por que eu deveria receber parabéns por ser mulher?”.
Mais tarde, chega um funcionário distribuindo rosas. Novamente, sorriso amarelo e obrigada. É assim todos os anos. Quando não é no trabalho, é em alguma loja. Quando não é numa loja, é no supermercado. Todos os anos, todo 8 de março: é sempre a maldita rosa.
Dizem que a rosa simboliza a “feminilidade”, a delicadeza. É a mesma metáfora que usam para coibir nossa sexualidade – da supervalorização da virgindidade é que saiu o verbo “deflorar” (como se o homem, ao romper o hímen de uma mulher, arrancasse a flor do solo, tomando-a para si e condenando-a – afinal, depois de arrancada da terra, a flor está fadada à morte). É da metáfora da flor, portanto, que vem a idéia de que mulheres sexualmente ativas são “putas”, inferiores, menos respeitáveis.
A delicadeza da flor também é sua fraqueza. Qualquer movimento mais brusco lhe arranca as pétalas. Dizem o mesmo de nós: que somos o “sexo frágil” e que, por isso, devemos ser protegidas. Mas protegidas do quê? De quem? A julgar pelo número de estupros, precisamos de proteção contra os homens. Ah, mas os homens que estupram são psicopatas, dizem. São loucos. Não é com estes homens que nós namoramos e casamos, não é a eles que confiamos a tarefa de nos proteger. Mas, bem, segundo pesquisa Ibope/Instituto Patricia Galvão, 51% do brasileiros dizem conhecer alguma mulher que é agredida por seu parceiro. No resto do mundo, em 40 a 70 por cento dos assassinatos de mulheres, o autor é o próprio marido ou companheiro. Este tipo de crime também aparece com freqüência na mídia. No entanto, são tratados como crimes “passionais” – o que dá a errônea impressão de que homens e mulheres os cometem com a mesma frequência, já que a paixão é algo que acomete ambos os sexos. Tratam os homens autores destes crimes como “românticos” exagerados, príncipes encantados que foram longe demais. No entanto, são as mulheres as neuróticas nos filmes e novelas. São elas que “amam demais”, não os homens.
Mas a rosa também tem espinhos, o que a torna ainda mais simbólica dos mitos que o patriarcado atribuiu às mulheres. Somos ardilosas, traiçoeiras, manipuladoras, castradoras. Nós é que fomos nos meter com a serpente e tiramos o pobre Adão do paraíso (como se Eva lhe tivesse enfiado a maçã goela abaixo, como se ele não a tivesse comido de livre e espontânea vontade). Várias culturas têm a lenda da vagina dentada. Em Hollywood, as mulheres usam a “sedução” para prejudicar os homens e conseguir o que querem. Nos intervalos do canal Sony, os machos são de “respeito” e as mulheres têm “mentes perigosas”. A mensagem subliminar é: “cuidado, meninos, as mulheres são o capeta disfarçado”. E, foi com medo do capeta que a sociedade, ao longo dos séculos, prendeu as mulheres dentro de casa. Como se isso não fosse suficiente, limitaram seus movimentos com espartilhos, sapatos minúsculos (na China), saltos altos. Impediram-na que estudasse, que trabalhasse, que tivesse vida própria. Ela era uma propriedade do pai, depois do marido. Tinha sempre de estar sob a tutela de alguém, senão sua “mente perigosa” causaria coisas terríveis.
Mas dizem que a rosa serve para mostrar que, hoje, nos valorizam. Hoje, sim. Vivemos num mundo “pós-feminista” afinal. Todas essas discriminações acabaram! As mulheres votam e trabalham! Não há mais nada para conquistar! Será mesmo? Nos últimos anos, as diferenças salariais entre homens e mulheres (que seguem as mesmas profissões) têm crescido no Brasil, em vez de diminuir. Nos centros urbanos, onde a estrutura ocupacional é mais complexa, a disparidade tende a ser pior. Considerando que recebo menos para desempenhar o mesmo serviço, não parece irônico que o meu colega de trabalho me dê os parabéns por ser mulher?
Dizem que a rosa é um sinal de reconhecimento das nossas capacidades. Mas, no ranking de igualdade política do Fórum Econômico Mundial de 2008, o Brasil está em 100º lugar entre 130 países. As mulheres têm 11% dos cargos ministeriais e 9% dos assentos no Congresso – onde, das 513 cadeiras, apenas 46 são ocupadas por elas. Do total de prefeitos eleitos no ano passado, apenas 9,08% são mulheres. E nós somos 52% da população.
A rosa também simboliza beleza. Ah, o sexo belo. Mas é só passar em frente a uma banca de revistas para descobrir que é exatamente o contrário. Você nunca está bonita o suficiente, bobinha. Não pode ser feliz enquanto não emagrecer. Não pode envelhecer. Não pode ter celulite (embora até bebês tenham furinhos na bunda). Você só terá valor quando for igual a uma modelo de 18 anos (as modelos têm 17 ou 18 anos até quando a propaganda é de creme rejuvenescedor…). Mas mesmo ela não é perfeita: tem de ser photoshopada. Sua pele é alterada a ponto de parecer de plástico: ela não tem espinhas nem estrias nem olheiras nem cicatrizes nem hematomas, nenhuma dessas coisas que a gente tem quando vive. Ela sorri, mas não tem linhas ao lado da boca. Faz cara de brava, mas sua testa não se franze. É magérrima (às vezes, anoréxica), mas não tem nenhum osso saltando. É a beleza impossível, mas você deve persegui-la mesmo assim, se quiser ser “feminina”. Porque, sim, feminilidade é isso: é “se cuidar”. Você não pode relaxar. Não pode se abandonar (em inglês, a expressão usada é exatamente esta: “let yourself go”). Usar uma porrada de cosméticos e fazer plásticas é a maneira (a única maneira, segundo os publicitários) de mostrar a si mesma e aos outros que você se ama. “Você se ama? Então corrija-se”. Por mais contraditória que pareça, é esta a mensagem.
Todo dia 8 de março, nos dão uma rosa como sinal de respeito. No entanto, a misoginia está em toda parte. Os anúncios e ensaios de moda glamourizam a violência contra a mulher. Nas propagandas de cerveja e programas humorísticos, as mulheres são bundas ambulantes, meros objetos sexuais. A pornografia mainstream (feita pela Hollywood pornô, uma indústira multibilionária) tem cada vez mais cenas de violência, estupro e simulação de atos sexuais feitos contra a vontade da mulher. Nos videogames, ganha pontos quem atropelar prostitutas.
Todo dia 8 de março, volto para casa e vejo um monte de mulheres com rosas vermelhas na mão, no metrô. É um sinal de cavalheirismo, dizem. Mas, no mesmo metrô, muitas mulheres são encoxadas todos os dias. Tanto que o Rio criou um vagão exclusivo para as mulheres, para que elas fujam de quem as assedia. Pois é, eles não punem os responsáveis. Acham difícil. Preferem isolar as vítimas. Enquanto não combatermos a idéia de que as mulheres que andam sozinhas por aí são “convidativas”, propriedade pública, isso nunca vai deixar de existir. Enquanto acharem que cantar uma mulher na rua é elogio, isso nunca vai deixar de existir. Atualmente, a propaganda da NET mostra um pinguim (?) dizendo “ê lá em casa” para uma enfermeira. Em outro comercial, o russo garoto-propaganda puxa três mulheres para perto de si, para que os telespectadores entendam que o “combo” da NET engloba três serviços. Aparentemente, temos de rir disso. Aparentemente, isso ajuda a vender TV por assinatura. Muito provavelmente, os publicitários criadores desta peça não sabem o que é andar pela rua sem ser interrompida por um completo desconhecido ameaçando “chupá-la todinha”.
Então, dá licença, mas eu dispenso esta rosa. Não preciso dela. Não a aceito. Não me sinto elogiada com ela. Não quero rosas. Eu quero igualdade de salários, mais representação política, mais respeito, menos violência e menos amarras. Eu quero, de fato, ser igual na sociedade. Eu quero, de fato, caminhar em direção a um mundo em que o feminismo não seja mais necessário.

Blog de Marjorie Rodrigues: Inquietudine
Jana

06/03/2011

[Música] Que bom ouvir Strokes de novo.

Pois é trazendo cada vez mais novidades para os fãs, The Strokes trouxe semana passada, no dia 1, uma música nova, a faixa "You're So Right" foi disponibilizada. No dia seguinte, foi lançado o videoclipe do primeiro single "Under Cover of Darkness" que foi apresentado no site oficial da banda.

O lançamento de Angles está marcado para dia 22 de março. O disco chegou a ser gravado duas vezes. Segundo a banda, o álbum possui uma estética que faz se encaixar mais entre os álbum de 2003 e 2006.
Abaixo confira o clipe de Under Cover of Darkness e escute You're So Right.


Enjoy
- Thainá

01/03/2011

[Cinema/Moda] Oscar 2011 - Looks do Tapete Vermelho.

Como prometido o post do Red Carpet do Oscar 2011. Confira a seleção dos melhores look da noite da premiação.

Sandra Bullock, que já vencer o Oscar de melhor atriz pelo filme Um Sonho Possível, veste um modelo sereia, assinado por Vera Wang;
Jennifer Lawrence, que com apenas 20 anos concorreu ao Oscar de melhor atriz, com um vestido vermelho feito para ela por Francisco Costa da Calvin Klein;
Jennifer Hudson veste um modelo tangerina da Versace;
Penélope Cruz chegou na cerimônia ao lado do maridão Javier Bardem que concorria ao Oscar de melhor ator. A atriz teve bebê a menos de um mês e exibe seu corpão em um vestido vermelho bordado bem simples;
Natalie Portman, vencedora do Oscar de melhor atriz por sua atuação em Cisne Negro e prestes a dar a luz, compareceu ao Oscar com um vestido roxo lindo, Mulleavy da Rodarte;
A atriz Scarlett Johansson apareceu com um Dolce & Gabanna de renda com decote nas costas;
A atriz de Cisne Negro, Mila Kunis estava lindíssima com um vestido lilás de Elie Saab Haute Couture;
Gwyneth Paltrow veste um prateado da Calvin Klain com decote e detalhes na cintura combinando com os brincos;
Hilary Swank que já levou duas estatuetas de melhor atriz vestiu um Gucci Premiere;
Halle Berry estava deslumbrante com um Marchesa perolado;
A atriz de 14 anos que concorreu ao Oscar de melhor atriz coadjuvante por Bravura Indômita, Hailee Steifeld, vestiu um rosa coberto de cristais Marchesa;
Cate Blanchett estava linda, como sempre. Dessa vez a atriz vestiu um chiffon de seda bordado com pérolas, couro e cristais da Givenchy Haute Couture;
Mandy Moore vestiu um Monique Lhuillier de cor muita clara;
Michelle Williams, viúva do ator Heath Ledger que concorreu ao Oscar de melhor atriz, estava cheia de classe com um Chanel Haute Couture;
Nicole Kidman vestiu um modelo oriental da grife de Cristian Dior, o modelo foi considero um dos piores da noite;
A vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante por sua atuação impecável em O Vencedor, Melissa Leo, vestiu uma criação personalizada Marc Bouwer;
O diretor de Alice no País das Maravilhas, Tim Burton, e sua esposa Helena Bonham Carter, a concorrente a melhor atriz coadjuvante pelo prêmiadissimo O Discurso do Rei, desfilaram no tapete vermelho com seus visuais excêntricos;
A atriz que já venceu o Oscar por Johnny e June, Reese Witherspoon, vestiu um preto e branco simples retro e muito chique Armani Prive. O cabelo e os brincos realçaram o look;
A atriz Amy Adams usou um vestido roxo coberto de paetês azuis, eu particularemente achei ela lindíssima mesmo o colar criticado;
Florence vocalista da banda Florence and The Machine era uma das mais lindas da noite vestindo um Valentino Couture.

Entre os homens, destaque para o sempre estiloso comediante, Russell Brand e o barbudo Cristian Bale.

Então é isso pessoal. Qual look vocês gostaram mais? Qual o melhor? Qual o pior? Comentem.
Nos posts abaixo você confere os vestidos que Anne Hathaway usou durante a apresentação da cerimônia e tudo sobre a premiação.